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Sobre amizades, amizades falsas e gente que fala demais

Eu sempre tive a perspectiva  de coisas maravilhosas relacionadas à faculdade – todo mundo sendo amigo, professores legais e etc -. Hoje a realidade é bem diferente, ouço muita besteira, suporto muita gente que insiste em falar demais. Sabe, sempre fui quieta, e só falo quando me perguntam ou quando acho que devo falar. E com quem eu acho que devo falar. Pois tenho o senso da realidade bem aguçado, acho que ninguém tem que aguentar meus dias ruim e de tpm, mas agora me questiono o porquê diabos tenho de aturar pessoas que falam coisas que não devem? com propósitos no mínimo estúpidos?

Todas as minhas perspectivas estão caindo por terra, tudo bem, essa expressão foi um pouco sensacionalista. Vou te contar, quando vejo atitudes de certas pessoas da universidade, chega a me dar uma saudade imensa da 3º série, em que os meus coleguinhas me colocavam apelidos idiotas e eu ficava quieta. Desde que ingressei tenho tido uma surpresa (desagradável) atrás da outra.

A primeira delas, foi quando decidi ir com meu chapéu coco; ao sair da sala da cadeira de “Metologia Científica” me deparei com mais ou menos 5 ou 6 meninas no corredor e lembro que duas delas usavam uma bolsa vermelha horrorosa, estavam todas conversando e tomando chimarrão. Pedi educadamente licença, para eu passar, abriram caminho. Mas quando dei à costas ouvi perfeitamente a palavra “ridícula” de uma dessas viventes. Me senti péssima, me senti na quinta série, quando zombavam de mim porque eu usava um all star laranja. Por um momento tive vontade de jogar na cara delas “se sou ridícula, o que cabe a vocês com essas bolsas cafonas”, porém só pensei nisso até porque jamais seria mais infantil e babaca que elas…

Conversei com minha mãe sobre esse assunto, dizendo que nunca mais iria usar o chapéu, e ela me surpreendeu dizendo: não mude quem você é, por causa de meros estranhos. Ok, foram em outras palavras. Mas o sentido foi exatamente o mesmo. E desde esse dia eu meio que criei uma bolha invisível, observo tudo com olhar de desconfiança, e com a maior razão.

Coisas que já ouvi dentro de 4 meses:

“não fura o camarão, mimimi” (desde quando camarões tem sentimentos?)

“como é seu nome” (sendo que a pessoa em questão já me copiou praticamente todo um trabalho de Química)

“seu namorado tem cara de grosso e estúpido…” (o meu namorado é incrível, está comigo sempre, me apoia em tudo, abre a porta do carro pra mim, fecha a porta do carro pra mim, faz todas as minhas vontades e etc, portanto o meu namorado é lindo, e só meu)

“não vou decorar isso” (trabalho pronto, para que decorar né? afinal, não estamos numa faculdade e sim num jardim de infância onde temos que decorar o nome das cores)

“o Vinícius tá aí?” (Vinícius é meu namorado lindo. Que desperta sentimentos nas menininhas, e então elas sentem super à vontade e íntimas para perguntar dele para mim. Até porquê, quer avisar que tá afim de um cara? joga indiretas para a namorada dele, pô, tiro e queda. Aquela velha história, a pessoa não pode dar uma mão, que já querem logo o braço)

“não gostei da sua calça jeans, ela é horrível POR DIÓS” (frase genial para ser dita em um laboratório de Química, logo quando há ‘quase que’ uma concha acústica retumbando tudo o que é dito)

“ela tá usando uma alpargata, nossa ai que horror (cochichos)” (JURO que eu ouvi enquanto tirava xérox de alguma coisa)

Há outras dezenas de pérolas que não devo ter lembrando, mas vocês sentiram o absurdo que acontece na minha faculdade? as pessoas parecem ter a mente tão pequena sabe, que às vezes isso suga todas suas forças e as transforma em um sentimento ruim, meio que angústia. Eu agradeço todos os dias, por notar que assim como há várias pessoas desnecessárias, há pessoas parceiras e legais. E isso é o que me mantem de bem (nem tanto) com o curso que estou fazendo.

Algumas coisas quero deixar bem claras, todas as frases e acontecimentos citados anteriormente, de nada me abalaram. Mas como disse antes, isso te faz se sentir mal. Com mal-estares e perdida. Ainda bem que duram alguns minutos. E sabe de uma coisa? essas pessoas não fazem a menor falta na minha vida, pois não me acrescentam em nada.

Alguém tá passando por isso, se sentiu perdida ou algo do gênero? compartilha comigo, vou gostar de saber que existem pessoas deslocadas que nem eu,vamos dividir dicas de sobrevivências na semi-selva hahaha

<3

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6 comentários em “Sobre amizades, amizades falsas e gente que fala demais

  1. Ju, não se intimida pela invejas dazinimigas huahauhaua
    Além de você não perder nada e elas também perdem totalmente a oportunidade de conhecer uma pessoa incrível -já que isso é extremamente raro,né?
    Continue escrevendo, viu?
    Beijos, Pri

  2. Bom… não existe nenhum lugar no mundo onde todo mundo é bom, amigo ou simpático ( para crentes: o céu, talvez) muito menos numa faculdade onde o senso é competir para se ter destaque e conseguir coisas pra si antes dos outros (mas esse não é o fio da meada)
    Sou um dos tantos estupido que por ai andou e tirou alguém do sério sendo infame, por um lado porque já levei muito nos dedos, por outro, era apenas um modo de retribuir. Mas algo aprendi, com todas essas andanças que tive, aprendi a não me importar com o que me machucava e contei somente com as boas perspectivas. Sou tão tosco ou legal quando qualquer outro, recebo cargas de comentários pelo jeito que me visto ou me comporto (geralmente sendo imaturo, mas enfim penso que a unica coisa que me mantem firme e forte é meu jeito de criança/adolescente e é isso que levo, porque quem deve se importar do modo que sou , sou EU mesmo) cada um é tosco de algum modo, até a garota da bolsa cafona ( porém ela se acha maneira por andar com aquela bolsa cafona e falar mal do teu chapéu coco assim como tu chamou a bolsa dela de cafona, tudo é uma maldita BOLA DE NEVE).

    O grande problema de tudo é a falta de aceitação e o amor próprio!

  3. Não existe mesmo. Talvez minha família. Pelo que entendi você quis dizer que “os diferentes se sobressaem né”. Bem, vou te falar que não faço a mínima questão de me sobressair entre os demais, apenas ser do me jeito, pois as pessoas são do jeito delas e não abro minha boca para falar críticas nada construtivas ou comentários infames.
    O problema foi eu ter criado uma falsa imagem sobre a faculdade de dado de cara com algo bem ao contrário. Onde tudo é competitividade e amor próprio. A gente tem que ter amor-próprio sim, mas humildade e bom senso é bom.
    E sobre a garota da bolsa cafona: eu jamais iria dizer que a bolsa dela era de fato cafona, pois isso não diz respeito à mim, e sim à ela. O que eu tenho certeza que ela não sabe, pois expôs a merda da opinião dela da forma mais infantil possível. Acho que as pessoas devem pensar mais e falar menos sabe? tem vezes que engolir uma palavra é mais importante do que falá-la.
    E concordo plenamente contigo sobre a falta de aceitação e o amor próprio. Acho que as pessoas estão tão preocupadas em aparecer e ostentar o que não são, que esquecem as verdadeiras essências!

  4. “A gente tem que ter amor-próprio sim, mas humildade e bom senso é bom.”
    Se passaram tantas coisas na minha cabeça que acabei esquecendo de completar minha frase, no caso, seria algo semelhante a que tu escreveu. Não quis dizer que tu falo da bolsa dela (só quis argumentar que: certas coisas agradam a um e não ao resto em reciprocidade), não manjo dessas coisas de escrever!
    O grande problema da nossa turma, e de outras talvez, é que existem vários grupos que ficam se julgando entre si, criando birra ou inimizades sem nunca ter falado com a pessoa. Mas enfim, isso é o que tu falou sobre aparecer e tal…
    A questão é fazer diferente, quebrar barreiras, pode ser que funcione! Se não funcionar, nada se perde.
    Quanto essa coisa da imagem da faculdade, também criei uma falsa, até posso dizer que estava pensando em desistir e tentar outra coisa em outro lugar, mas acabei fazendo bons amigos, e conhecendo coisas muito legais, então por esses fatores continuarei mesmo sem ter motivação! A imagem que tenho agora melhorou muito!

  5. Eu também pensei em desistir, tanto pelas pessoas com quem tenho que conviver diariamente e fazem questão de serem arrogantes, quanto por alguns professores que também fazem questão de serem arrogantes e desmotivadores.
    Mas com certeza isso seria muita burrice, eles não merecem isso sabe? pois tenho certeza que iriam ficar felizes por isso.
    Então prefiro continuar mesmo que caindo e levantando do que desistir e eles aplaudirem. E sobre a imagem da faculdade, sempre vejo que assim como há os trouxas, há os parceiros e gente digna de ser chamada de amigo!

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